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SELO VERDE
Inovação e gestão ambiental responsável ampliam a rentabilidade em setores de base


Mais do que uma tendência em todo o mundo, a criação de sistemas e métodos de auditoria ambiental têm se tornado uma constante nos mais variados setores produtivos, e cumprem muito mais do que o seu papel primário - o de controlar. Nós da Green Process acompanhamos e apoiamos essas iniciativas justamente por seu outro sentido, por nós considerado o mais importante: o da conscientização. Principalmente quando seus efeitos e conseqüências vão além da responsabilidade corporativa, e envolvem a participação direta do indivíduo - este sim o grande responsável pelas atitudes em relação ao meio ambiente.

Neste artigo, trazemos para vocês o exemplo do setor imobiliário, um dos setores que mais cresceram e impulsionaram a economia do Brasil nos últimos dois anos.

Recentemente chegado ao Brasil, o Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) é um sistema de avaliação internacional instituído pelo US Green Building Council (Conselho Norte-Americanos de Edifícios Verdes) para verificação do grau de adequação ambiental de projetos de construção e de operação de edifícios. Criado em 1993 por um grupo de líderes ambientais do setor imobiliário (construção, materiais, arquitetura e engenharia), de órgãos públicos e de pesquisa, o U.S. Green Building Council (GBC) desenvolveu o sistema com o objetivo de promover uma abordagem completa de sustentabilidade através do desempenho e reconhecimento em cinco principais áreas da saúde humana e ambiental, que são:

Desenvolvimento sustentável do local;
Uso consciente de água;
Eficiência energética;
Seleção de matérias;
Qualidade ambiental de interiores.

Como toda inovação, a construção de obras consideradas sustentáveis gera contestação. O maior argumento de quem desacredita neste tipo de obra é que ela tem um custo muito acima das obras tradicionais. Porém, para o professor de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Vanderley M. John, essa inviabilidade não é real. Ele esclarece que o custo é um falso problema, primeiramente, porque para uma obra ser sustentável é preciso ser economicamente viável e são apenas 5% mais caros para construir, mas tem maior valor de mercado e custam muito menos para operar.

Hoje, no Brasil, nenhum projeto de engenharia é aprovado sem antes ser submetido ao departamento de análise de risco da empresa, que avalia os possíveis impactos sócio-ambientais e para isso é necessário que os princípios de sustentabilidade façam parte do dia-a-dia dos negócios dos nossos parceiros assim como faz parte do dia-a-dia da Green Process.


Sonia Regina Manaf Magalhães
Diretora Técnica




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